Identificação Médico-legal

A identificação médico-legal é um processo utilizado na medicina legal para estabelecer a identidade de um indivíduo. Este processo pode ser usado em várias situações, como após um desastre massivo, para identificar vítimas de desastres, ou em casos de crime, para identificar suspeitos ou vítimas. A identificação médico-legal pode ser feita através de vários métodos, incluindo análise de impressões digitais, ADN, reconhecimento facial, análise dental, entre outros. A escolha do método depende da situação específica e das provas disponíveis. O objectivo da identificação médico-legal é fornecer respostas e resolução para as famílias que perderam entes queridos, auxiliar na investigação criminal e fornecer informações importantes para a saúde pública e registos de morte. Também é vital para os procedimentos legais, como a confirmação da morte e a administração de bens.

Idi Imp

Todavia, não foi possível encontrar referência para o termo "Idi Imp" na medicina ou em qualquer outro contexto, em Portugal ou em qualquer outra região. Pode ser que haja um erro de digitação ou confusão com algum outro termo médico. Peço que verifique a informação para poder providenciar uma definição ou explicação apropriada.

Idiopatia

Em medicina, idiopatia refere-se a uma doença ou condição que surge espontaneamente ou de uma causa obscura ou desconhecida. Este termo é frequentemente usado quando a origem exata da doença é desconhecida, apesar dos esforços para entender o seu processo e causas. E, às vezes, mesmo depois de extensa investigação, uma condição pode ser classificada como idiopática porque a causa subjacente ainda é um mistério.

Idiopático

Em medicina, idiopático é um termo usado para descrever uma doença ou condição que surge sem causa conhecida ou identificável. É derivado das palavras gregas 'idios', que significa 'próprio, pessoal' e 'pathos', que significa 'sofrimento'. Simplificando, quando os médicos dizem que uma condição é idiopática, isso significa que eles não sabem por que a condição ocorreu.

Idiosincrasia

Em medicina, o termo "idiossincrasia" refere-se a uma resposta ou reação anormal e particular de um indivíduo a uma substância ou a um medicamento, que não se verifica na maioria das pessoas. Estas respostas podem-se manifestar através de efeitos secundários inesperados e raramente ocorrem. Estas reações são geralmente imprevisíveis e variam muito de pessoa para pessoa. Estão muitas vezes relacionadas com as características genéticas de cada indivíduo, que alteram a forma como o corpo processa e responde a certas substâncias. Por exemplo, enquanto um medicamento pode ser bem tolerado pela maioria das pessoas, um indivíduo com uma idiossincrasia a esse medicamento em particular pode experimentar uma reação adversa.

Idiota

Idiota não é um termo técnico na medicina. Tradicionalmente, a palavra "idiota" era usada na psiquiatria para se referir a uma pessoa com um grau severo de deficiência intelectual. No entanto, essa terminologia está completamente desatualizada e não é mais aceitável no uso clínico ou académico. Hoje em dia, a medicina prefere termos mais específicos e respeitosos para descrever diferentes graus de deficiência intelectual ou de aprendizagem. O uso da palavra "idiota" em um contexto médico seria considerado ofensivo e inapropriado.

Íleo

O íleo é um termo médico que descreve uma desaceleração ou paralisia completa dos movimentos que permitem o progresso dos conteúdos intestinais. Isso pode ocorrer em qualquer parte do intestino delgado ou do cólon. O íleo é um distúrbio funcional, ou seja, a estrutura anatômica do intestino está intacta, mas a função de movimento (motilidade) é prejudicada. Isto pode ser devido a uma série de causas, incluindo complicações de cirurgia abdominal, infecções, distúrbios eletrolíticos ou medicamentos. O íleo causa uma variedade de sintomas, incluindo dor abdominal, inchaço, náuseas e vómitos, entre outros. O tratamento depende da causa subjacente e pode incluir medidas de suporte, medicamentos e, em alguns casos, cirurgia.

Ileocecal

Ileocecal é um termo médico que se refere à área ou válvula onde o intestino delgado (íleo) se liga ao intestino grosso (cecum). Esta válvula, conhecida como válvula ileocecal, é importante porque impede o fluxo de material do intestino grosso de volta para o intestino delgado. Problemas nesta área podem levar a várias condições de saúde, incluindo inflamação ou infeção.

Ileoproctostomia

Ileoproctostomia é um procedimento cirúrgico utilizado na medicina que consiste na conexão ou anastomose do íleo (parte do intestino delgado) ao reto. É frequentemente usado como um tratamento para condições como doença de Crohn ou colite ulcerativa, quando outras partes do intestino grosso foram removidas ou estão doentes. O procedimento ajuda a manter a função intestinal apesar da perda de outras partes do intestino.

Ileorretal

Em medicina, ileorretal refere-se a qualquer relação ou conexão entre o íleo (a parte final do intestino delgado) e o reto (a parte final do intestino grosso). Em geral, é usado para descrever um tipo de anastomose cirúrgica (conexão) realizada quando um trecho do intestino deve ser removido. Uma anastomose ileorretal envolve a ligação do íleo ao reto, omitindo a parte do cólon. Este procedimento é muitas vezes realizada em casos de doença de Crohn ou outras doenças do intestino que requerem remoção substancial do cólon.

Ileostomia

A ileostomia é um procedimento cirúrgico que envolve a criação de uma abertura na parede abdominal, conhecida como estoma, através da qual o íleo, a parte final do intestino delgado, é trazido para fora. Esta abertura fornece uma nova via para a saída do conteúdo intestinal, que é recolhido numa bolsa externa. A ileostomia é realizada quando o intestino grosso (cólon) ou recto não podem desempenhar a sua função normal devido a doenças, bloqueios, lesões ou necessidade de repouso. Os pacientes que têm este tipo de estoma têm de aprender a cuidar do estoma e a lidar com a bolsa de recolha. A ileostomia pode ser temporária, permitindo que o intestino inferior repouse e recupere de uma doença ou cirurgia, ou pode ser permanente, em casos de doença inflamatória intestinal severa, câncer de cólon ou outras condições médicas graves.

Ilhotas De Langerhans

As ilhotas de Langerhans são grupos de células localizadas no pâncreas. Chamam-se assim em homenagem ao cientista alemão Paul Langerhans, que as descobriu no século XIX. Estas ilhotas de células são responsáveis pela produção de várias hormonas importantes para a regulação do açúcar no sangue, nomeadamente a insulina e o glucagon. A insulina ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue, permitindo que as células do corpo o usem como energia, enquanto o glucagon tem o efeito oposto, aumentando os níveis de açúcar no sangue. Quando as ilhotas de Langerhans não funcionam correctamente, pode desenvolver-se diabetes. Na diabetes tipo 1, o sistema imunitário ataca e destrói estas células, fazendo com que o corpo pare de produzir insulina. Na diabetes tipo 2, o corpo produz insulina, mas as células não respondem a ela de forma eficaz.

Ílio

O ílio é uma parte do osso da bacia, especificamente a parte mais larga e superior desta. O seu nome deriva do latim "ilium". Em anatomia, é uma das três partes que compõem o osso do quadril, as outras duas partes são o ísquio e o púbis. Em conjunto, formam a pélvis. Este osso desempenha uma função crucial na sustentação do peso do corpo quando estamos em pé, caminhando ou correndo. Também serve como ponto de fixação para vários músculos, incluindo aqueles que permitem o movimento das pernas e do tronco. A saúde do ílio é essencial para a capacidade de um indivíduo se mover de maneira eficaz e sem dor.

Ilusão

Em medicina, uma ilusão é uma percepção distorcida da realidade. Trata-se de um transtorno psicológico onde uma pessoa percebe algo que existe, mas de uma maneira errada ou alterada. Por exemplo, a pessoa pode ver, ouvir ou sentir coisas de forma diferente do que realmente são. As ilusões geralmente ocorrem em pessoas que têm certos tipos de condições de saúde mental, como esquizofrenia ou demência, entre outras.

Imbecil

Em medicina, o termo "imbecil" é usado de forma antiquada e pejorativa para se referir a uma pessoa com deficiência mental ou atraso cognitivo. O uso desse termo é considerado ofensivo e inadequado hoje em dia, sendo preferível a utilização de expressões como "deficiência intelectual" ou "atraso cognitivo". É importante frisar que a inteligência de uma pessoa não deve ser usada para classificá-la ou diminuí-la. Cada indivíduo é único e tem seu próprio conjunto de habilidades e capacidades.

Imbibição

A imbibição, em medicina, refere-se à absorção de líquido por um tecido ou substância sólida, fazendo com que este se expanda. Este processo é essencial em vários processos biológicos e patológicos. Por exemplo, a imbibição é fundamental para o processo de cura de feridas, onde os tecidos absorvem o fluido do corpo para ajudar na regeneração dos tecidos danificados.

Imbricado

Em medicina, o termo "imbricado" é geralmente usado para descrever a disposição de estruturas em um padrão sobreposto, semelhante ao das telhas em um telhado. Este termo é muitas vezes usado para descrever a forma como as células ou outros componentes biológicos estão organizados. O objetivo do imbricado é maximizar o espaço e proporcionar proteção ou força através da sobreposição. Por exemplo, em dermatologia, as células da epiderme são muitas vezes descritas como estando imbricadas, devido à forma como elas se sobrepoem para formar uma barreira de proteção contra danos ambientais e perda de umidade.

Imc (índice De Massa Corporal)

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma medida utilizada na medicina para avaliar se uma pessoa está dentro do peso ideal em relação à sua altura. É um cálculo simples, onde se divide o peso da pessoa (em quilogramas) pela sua altura (em metros) ao quadrado. O valor resultante permite classificar o indivíduo dentro de uma das seguintes categorias: subnutrição, peso normal, sobrepeso (pré-obesidade), obesidade grau I, obesidade grau II ou obesidade grau III (mórbida). Este índice é uma referência importante para identificar problemas de saúde relacionados com o peso, como a obesidade ou a desnutrição. No entanto, não é um indicador perfeito de saúde individual, pois não leva em consideração a distribuição de gordura corporal e o tecido muscular.

Imersão

Em medicina, a imersão refere-se normalmente ao processo de colocar algo em um líquido, geralmente com o objetivo de limpar, desinfetar ou preparar para algum tipo de procedimento. Por exemplo, os médicos podem imergir instrumentos cirúrgicos em soluções desinfetantes para garantir que estejam livres de bactérias e outros patógenos. Também pode-se referir a imersão de partes do corpo em água ou outro líquido, como em um banho de imersão terapêutico.

Imp Imp

Peço desculpas, mas a abreviatura "Imp Imp" em medicina não parece ter um significado estabelecido em português de Portugal. Poderia ter sido um erro de digitação ou uma abreviatura específica de uma clínica ou hospital. Recomenda-se sempre verificar com um profissional de saúde para obter informações corretas e precisas.

Impalpável

Em medicina, o termo "impalpável" é usado para descrever algo que não pode ser sentido através do toque ou da palpação. É usado frequentemente em exames físicos, quando o médico usa as mãos para sentir o corpo do paciente em busca de anormalidades. Se um órgão, uma massa ou um tumor são descritos como impalpáveis, significa que eles não podem ser detectados através desse método.

Imperfurado

Na medicina, "imperfurado" significa que uma abertura ou passagem natural no corpo está fechada ou bloqueada. É frequentemente usado em relação à oclusão anormal de cavidades ou canais corporais, como o ânus imperfurado (anorretismo), que é uma incorreção congênita na qual o ânus está totalmente ausente ou bloqueado.

Impetigo

Impetigo é uma infecção bacteriana superficial altamente contagiosa da pele. É frequentemente causado por duas bactérias - Staphylococcus aureus (estafilococos) e Streptococcus pyogenes (estreptococos). O impetigo afeta geralmente crianças, embora pessoas de todas as idades possam ser afectadas. A infecção produz bolhas que se rompem para formar crostas amarelas ou castanhas, dando ao impetigo o seu apelido comum de "dermatite crostosa". Embora seja mais comum no rosto, o impetigo pode aparecer em qualquer parte do corpo que tenha um corte ou abrasão, ou mesmo numa picada de insecto. O impetigo é facilmente tratado com antibióticos, quer na forma de uma pomada tópica que se aplica à pele, quer na forma de comprimidos ou líquido para ser tomado por via oral. Importante referir que mesmo após o tratamento, a pessoa infetada pode continuar a ser contagiosa até 48 horas depois de o tratamento ter começado.

Implantação

A implantação é um procedimento médico que envolve a inserção de um dispositivo, material ou tecido no corpo. Este processo é usado em diversas áreas da medicina, como a cardiologia (por exemplo, para a instalação de um marcapasso ou de uma válvula cardíaca), a ortopedia (para a substituição de uma articulação danificada por uma prótese) ou a medicina reprodutiva (para a implantação de um embrião no útero durante a fertilização in vitro). A palavra "implantação" também é usada para descrever o processo natural pelo qual o embrião se fixa e começa a crescer no revestimento do útero após a concepção. Este é um passo crucial para o sucesso da gravidez. Os procedimentos de implantação podem variar em complexidade e risco, dependendo do tipo e local do implante. A recuperação após a implantação também pode variar, dependendo de fatores como a saúde geral do paciente e o tipo de implante.

Implante De Marcapasso

Um implante de marcapasso é um procedimento médico. Um marcapasso é um pequeno dispositivo que é colocado no peito ou abdómen de uma pessoa para ajudar a controlar o ritmo cardíaco. O dispositivo usa impulsos elétricos de baixa energia para "estimular" o coração a bater num ritmo normal. Este procedimento é normalmente utilizado para pessoas que têm uma frequência cardíaca irregular ou lenta demais (bradicardia), ou uma condição chamada bloqueio cardíaco, que impede que os sinais elétricos do coração se movam adequadamente. O implante do marcapasso é feito através de uma cirurgia menor, e a maioria das pessoas costuma retomar a sua vida normal após o procedimento. No entanto, será necessário fazer check-ups regulares para garantir que o dispositivo está a funcionar corretamente.

Imponderável

Em medicina, "imponderável" é um termo usado para descrever algo que não pode ser medido ou cujo efeito não pode ser determinado quantitativamente. São fatores que podem influenciar a saúde e o bem-estar de um indivíduo, mas cujo impacto é difícil de calcular devido à falta de meios práticos para tal. Exemplos podem incluir aspectos intangíveis como o stress psicológico, a atitude mental ou os laços sociais.

Impotência

Impotência, na medicina, é um termo frequentemente usado para se referir à disfunção erétil, que é a incapacidade de um homem conseguir uma ereção firmes o suficiente para ter relações sexuais. É importante notar que ocasionalmente ter problemas com ereção é bastante comum e acontece com muitos homens, especialmente sob stress ou problemas emocionais. No entanto, se o problema persistir por um período mais longo, pode ser um indicativo de disfunção eréctil. Várias condições de saúde podem causar impotência, incluindo doenças do coração, diabetes, certos medicamentos, consumo excessivo de álcool ou uso de drogas. Além disso, problemas psicológicos, como depressão, ansiedade ou problemas de relacionamento, também podem levar à impotência. Existem várias opções de tratamento para a impotência, desde a alteração do estilo de vida e terapia psicológica, até medicamentos e intervenções cirúrgicas. O tratamento adequado depende da causa subjacente da impotência.

Imune

Na medicina, o termo "imune" refere-se à resistência do organismo a um agente infeccioso ou doença específica. Essa resistência é geralmente alcançada através do sistema imunológico, que é o mecanismo de defesa do corpo contra infecções e doenças. A imunidade pode ser natural ou adquirida. A imunidade natural é aquela com que nascemos e a imunidade adquirida é aquela que obtemos através da vacinação ou da recuperação de uma doença. Uma pessoa que é imune a um determinado vírus ou bactéria tem um menor risco de contrair essa doença novamente.

Imunidade

A imunidade na medicina refere-se à capacidade do organismo humano de resistir ou combater a invasão e infecção por micro organismos estranhos ou substâncias nocivas. Este é um mecanismo de defesa natural que protege o corpo contra doenças. Há duas formas principais de imunidade: a inata e a adquirida. A imunidade inata é aquela com que nascemos e atua como a primeira linha de defesa do corpo. Ela responde de forma geral a todos os tipos de invasores sem distinção. A imunidade adquirida é desenvolvida ao longo da vida e é específica para determinados tipos de microorganismos. Ela é adquirida quando o organismo entra em contacto com um organismo estranho (como um vírus ou uma bactéria) e desenvolve uma resposta adaptada a ele. Esta resposta é mantida na memória do sistema imunitário, o que faz com que o corpo seja capaz de reagir mais rápido e efetivamente quando exposto novamente ao mesmo microorganismo. Fala-se também de imunidade ativa (quando o próprio corpo produz anticorpos, como em resposta a uma vacina ou a uma doença) e imunidade passiva (quando se recebem anticorpos de outra fonte, como através da amamentação ou de uma transfusão de sangue).

Imunidade Adquirida

A imunidade adquirida, também conhecida como imunidade adaptativa, é uma parte do sistema imunológico que aprende e se transforma em resposta à exposição a microorganismos prejudiciais para o corpo. Depois que o sistema de imunidade adquirida encontra um invasor (bactéria, vírus, etc.) e o elimina, ele cria uma "memória" dessa experiência. Assim, se o invasor tentar entrar no corpo novamente, o sistema imunológico será capaz reconhecê-lo e atacá-lo mais rapidamente e eficientemente. Esta imunidade pode ser também adquirida de forma artificial, através de vacinação, onde uma versão atenuada ou morta do invasor é introduzida no corpo de uma pessoa para que o seu sistema imunológico aprenda a combater este tipo de ameaça sem o risco de uma doença full-blown.

Imunidade Natural

A imunidade natural, também conhecida como imunidade inata, é a primeira linha de defesa do corpo contra infecções e doenças. Esta é a imunidade com a qual nascemos e não é específica para nenhum patógeno em particular. Funciona como um sistema de defesa geral contra patógenos invasores, incluindo bactérias, vírus e fungos. Independentemente do tipo de microorganismo ou substância estranha que entra no corpo, o sistema imunitário inato responde da mesma maneira. A imunidade natural é composta por barreiras físicas (como a pele e as mucosas), células imunes (como os neutrófilos e macrófagos) e proteínas presentes no sangue que sinalizam a presença de um invasor e iniciam uma resposta imunológica. Este tipo de imunidade é diferente da imunidade adquirida, que é o tipo de imunidade que se desenvolve ao longo da vida, como resultado da exposição a patógenos específicos ou da vacinação. A imunidade adquirida é capaz de "lembrar" patógenos que encontrou anteriormente e montar uma resposta imune mais rápida e eficaz quando se encontra com os mesmos patógenos novamente.

Imunização

Imunização em medicina refere-se ao processo pelo qual uma pessoa obtém resistência ou imunidade contra uma doença infecciosa. Isso é geralmente alcançado através da administração de uma vacina, que estimula o sistema imunológico do corpo a reconhecer e combater os vírus ou bactérias específicos. Existem duas maneiras principais de alcançar a imunização: a ativa e a passiva. A imunização ativa envolve a exposição ao patógeno em uma forma segura (como através de uma vacina) para que o sistema imunológico aprenda a combatê-lo. A imunização passiva envolve a transferência de anticorpos de uma pessoa imune para outra pessoa, fornecendo imunidade temporária. A imunização desempenha um papel crucial na prevenção de doenças e na proteção da saúde pública. Ao imunizar grande parte da população, é possível prevenir a disseminação de doenças e até mesmo erradicá-las totalmente.

Imunização Ativa

Imunização activa, em medicina, é um processo através do qual o sistema imunitário de uma pessoa é estimulado para produzir uma resposta imunitária - geralmente na forma de anticorpos - contra uma doença específica. Este processo normalmente é obtido através da vacinação. Uma vacina contém microrganismos patogénicos (bactérias ou vírus), ou suas partes, que foram inativados ou atenuados. Quando estes são introduzidos no corpo, o sistema imunitário responde produzindo células de defesa que "lembram" como combater os microrganismos patogénicos. Assim, se a pessoa é exposta ao patógeno no futuro, o seu sistema imunitário é capaz de responder rapidamente e de forma eficaz, prevenindo ou diminuindo a gravidade da doença. Em resumo, a imunização ativa é uma forma de "treinar" o sistema imunitário para responder a microrganismos patogénicos específicos. É uma ferramenta importante na prevenção de muitas doenças infecciosas.

Imunização Passiva

A imunização passiva em medicina é um método de prevenção de doenças onde os anticorpos que combatem uma determinada doença são transferidos de uma pessoa que já os possui para outra que não os tem. Estes anticorpos, seja através de uma injeção ou de forma natural (por exemplo, de mãe para filho através do aleitamento materno), conferem uma proteção temporária contra a doença, porque o sistema imunológico não produz seus próprios anticorpos. Diferentemente da imunização ativa (como as vacinas), que leva tempo para criar uma resposta imunológica, a imunização passiva fornece imunidade imediata, mas essa proteção diminui com o tempo. É frequentemente utilizada para prevenir doenças após exposição imediata, como em casos de mordida de animal ou exposição a doenças infecciosas.

Imunocitoquímica

Imunocitoquímica é uma técnica utilizada na medicina para detetar antigénios específicos (proteínas em geral) em células de uma amostra de tecido. É um processo que utiliza anticorpos para se ligar a estas proteínas. Uma vez que os anticorpos se ligam a estas proteínas, um corante especial é adicionado que faz com que as proteínas apareçam sob o microscópio, indicando a sua presença e localização. Este método é muito utilizado para diagnóstico e investigação em patologia, por exemplo, para identificar o tipo de cancro numa amostra de tecido obtida através de uma biópsia.

Imunogênico

Imunogénico, em medicina, refere-se a qualquer substância ou material que tem a capacidade de desencadear uma resposta imunológica no corpo. Isso significa que pode provocar a produção de anticorpos ou células específicas do sistema imunitário que atuam contra essa substância. Geralmente, as vacinas são altamente imunogénicas porque são projetadas para estimular essa resposta imunitária e fornecer imunidade contra certas doenças. Em resumo, a função de uma substância imunogénica é estimular o sistema imunitário a responder.

Imunoglobulina

Imunoglobulinas são proteínas presentes no sistema imunitário do corpo humano, produzidas pelas células plasmáticas que derivam dos linfócitos B. Estas proteínas atuam como anticorpos, ou seja, ajudam a proteger o corpo contra a invasão de microrganismos patogénicos como vírus, bactérias, parasitas e fungos. Existem cinco tipos principais de imunoglobulinas (Ig), cada um com funções específicas: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM. Por exemplo, a IgA é predominante nas mucosas e ajuda a prevenir a entrada de patógenos, enquanto a IgE está relacionada com a resposta alérgica. Em termos clínicos, as imunoglobulinas são frequentemente utilizadas como tratamento para vários distúrbios imunológicos, incluindo imunodeficiências primárias e secundárias. Estas proteínas são administradas para ajudar o sistema imunológico a combater infecções, prevenir doenças e manter a saúde geral.

Imunossupressão

Imunossupressão é um termo médico que descreve a redução da actividade ou eficácia do sistema imunitário. Isso pode ser concretizado de uma maneira natural, como acontece em certas doenças, ou de forma artificial através de certos medicamentos ou tratamentos. Esta supressão é muitas vezes necessária para evitar a rejeição em transplantes de órgãos ou tecidos, ou para controlar doenças auto-imunes, onde o sistema imunitário ataca as células do próprio corpo. No entanto, a imunossupressão também pode aumentar a susceptibilidade a infecções e certos tipos de cancros.

Imunotransfusão

Imunotransfusão é um procedimento médico que envolve a transfusão de sangue ou componentes sanguíneos de um dador para um receptor. Esta prática é utilizada para tratar diversas condições de saúde, como doenças hematológicas, imunodeficiências e situações de emergência como acidentes graves, por exemplo. O termo "imuno-" refere-se ao sistema imunológico, portanto a imunotransfusão muitas vezes é usada para fortalecer o sistema imunológico do receptor. Além disso, antes da transfusão, o sangue do doador é tipicamente testado para várias doenças infecciosas para garantir que é seguro para transfusão.

In Extremis

"In Extremis" é um termo latino utilizado na medicina para descrever uma situação de urgência extrema. Usualmente refere-se a um paciente que está no limite das suas possibilidades de vida, ou seja, perto de morrer. Pode referir-se a estados críticos no geral, quando há uma condição de saúde muito grave e potencialmente fatal. Esta é uma expressão utilizada para indicar que medidas urgentes e extraordinárias são necessárias para tentar salvar a vida do paciente.

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