Hipertensão Arterial Maligna

A hipertensão arterial maligna é uma forma grave de hipertensão (ou alta pressão sanguínea) que é caracterizada por pressões sanguíneas significativamente elevadas. Este tipo de hipertensão é considerado uma emergência médica, uma vez que pode levar a complicações graves, como a insuficiência renal aguda, insuficiência cardíaca ou danos permanentes nos vasos sanguíneos. Os pacientes com hipertensão arterial maligna podem apresentar sintomas como dor de cabeça severa, náuseas, vômitos, falta de ar, alterações na visão ou sinais de insuficiência renal. É uma condição que requer diagnóstico e tratamento imediato. É diferente da hipertensão arterial simples, onde a pressão arterial está elevada, mas geralmente não atinge os níveis extremos observados na hipertensão maligna, e os danos aos órgãos geralmente não são tão rápidos nem tão graves.

Hipertensão Arterial Sistemica

A Hipertensão Arterial Sistêmica, ou simplesmente hipertensão, numa linguagem mais clara, indica uma pressão alta no sangue. É uma doença crónica onde a pressão sanguínea nas artérias se encontra constantemente elevada. Este aumento faz com que o coração tenha de exercer um maior esforço do que o normal para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos. A hipertensão pode ser dividida em dois tipos: primária (ou essencial) e secundária. A hipertensão primária não tem uma causa médica identificável e tende a desenvolver-se gradualmente ao longo de muitos anos. Já a hipertensão secundária é causada por uma condição médica subjacente e tende a aparecer subitamente. Os sintomas da hipertensão muitas vezes não são evidentes, razão pela qual é chamada de "o assassino silencioso". Se não for tratada, a hipertensão pode levar a problemas sérios de saúde, incluindo ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e insuficiência renal. Para prevenir e controlar a hipertensão, normalmente recomenda-se a adoção de um estilo de vida saudável, que pode incluir modificações na dieta, exercício regular e, se necessário, medicação.

Hipertensão Arterial Sistó- Lica Dominante

A hipertensão arterial sistólica dominante é uma condição médica em que a pressão arterial sistólica (o número mais alto numa medida da pressão arterial) é anormalmente elevada. A pressão arterial é geralmente registada como dois números - a pressão sistólica sobre a pressão diastólica. A pressão sistólica é a força que o coração exerce sobre as paredes das artérias quando bombeia o sangue para fora, enquanto a pressão diastólica é a força quando o coração está em repouso entre os batimentos. Na maioria dos casos de hipertensão, tanto a pressão sistólica como a diastólica estão elevadas. No entanto, em alguns casos, apenas a pressão sistólica é alta. Isso é conhecido como hipertensão sistólica isolada, que é o tipo mais comum de hipertensão em pessoas com mais de 60 anos. A hipertensão arterial sistólica dominante é um termo similarmente usado para descrever esta condição. Estas condições podem conduzir a complicações sérias se não forem tratadas, incluindo danos ao coração e outros órgãos, acidente vascular cerebral, e doença renal.

Hipertensão Arterial Sistó- Lica Pura Ou Isolada

Hipertensão Arterial Sistólica Pura ou Isolada é um termo médico usado para descrever uma condição em que a pressão sistólica (o valor superior em uma leitura da pressão arterial) é elevada (geralmente 140 mmHg ou mais), enquanto a pressão diastólica (o valor inferior) está em um intervalo normal (geralmente menos de 90 mmHg). A pressão sistólica refere-se à força com que o seu coração bombeia sangue para fora e para o seu corpo quando se contrai, enquanto a pressão diastólica é a pressão em suas artérias quando o coração está em repouso entre as batidas. Na hipertensão sistólica isolada, a pressão arterial sistólica é anormalmente alta, mas a pressão diastólica é normal. Esta condição é mais comum em indivíduos idosos devido ao endurecimento e perda de elasticidade nas artérias (aterosclerose) associados ao processo de envelhecimento. É importante para a saúde monitorizar e controlar a pressão arterial sistólica elevada, pois pode aumentar o risco de eventos graves de saúde, como ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC) e doença renal crónica. Contudo, é crucial consultar um profissional de saúde para um diagnóstico e tratamento adequados, e não se basear apenas em informações genéricas encontradas online.

Hipertensão Porta

A hipertensão porta é uma condição médica na qual a pressão na veia porta, que transporta o sangue dos órgãos digestivos para o fígado, aumenta. Esse aumento da pressão é normalmente causado por um bloqueio ou obstrução no fluxo sanguíneo para o fígado, o que pode levar ao desenvolvimento de varizes (veias dilatadas) nos órgãos digestivos, acumulação de líquido na cavidade abdominal (ascite) e outros problemas de saúde graves. Esta doença é particularmente perigosa porque muitas vezes não apresenta sintomas até atingir um estado avançado. A hipertensão porta pode ser causada por cirrose hepática, coágulos sanguíneos na veia porta, ou outras condições que causam inflamação ou dano ao fígado.

Hipertensão Pulmonar

A Hipertensão Pulmonar é uma condição médica caracterizada por alta pressão nas artérias dos pulmões. Esta pressão elevada pode conduzir a uma série de problemas, incluindo falta de ar, tonturas e até mesmo insuficiência cardíaca. Este transtorno é muitas vezes causado por condições de saúde subjacentes que afectam os pulmões ou o coração, tais como doenças pulmonares obstrutivas crónicas, apneia do sono ou problemas cardíacos congénitos. O tratamento para a hipertensão pulmonar normalmente envolve o manejo da condição de saúde subjacente, bem como medicamentos para baixar a pressão arterial pulmonar e melhorar os sintomas.

Hipertensão Renovascular

A Hipertensão Renovascular é uma doença que se caracteriza por um aumento da pressão arterial devido a um estreitamento dos vasos sanguíneos (as arteríolas) que irrigam os rins. Este estreitamento, também conhecido como estenose, gera uma diminuição do fluxo sanguíneo renal, fazendo com que os rins percebam essa situação como uma baixa aferição de pressão arterial. Em resposta a este baixo fluxo sanguíneo, os rins libertam uma enzima chamada renina, que desencadeia um conjunto de reações químicas que produzem a angiotensina II - uma substância que constri os vasos sanguíneos e estimula a libertação de outra hormona chamada aldosterona. Esta, por sua vez, promove a retenção de sódio e água pelos rins, o que resulta no aumento da pressão arterial. Em resumo, a Hipertensão Renovascular é uma condição que resulta do estreitamento dos vasos sanguíneos nos rins, causando um aumento da pressão arterial.

Hipertenso

Hipertenso, em medicina, refere-se a um indivíduo que sofre de hipertensão arterial. A hipertensão arterial é uma condição crónica que caracteriza-se por valores elevados da pressão sanguínea nas artérias. Essa condição acontece quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se mover é demasiado forte, de forma contínua. Se não for controlada, a hipertensão pode levar a sérias complicações de saúde, incluindo doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e insuficiência renal, entre outras.

Hipertermia

A hipertermia é uma condição médica que ocorre quando a temperatura corporal de uma pessoa aumenta e permanece acima do normal, geralmente como resultado de uma doença ou de um ambiente quente. Normalmente, o corpo humano é capaz de regular a sua própria temperatura. No entanto, em certas situações, como durante uma onda de calor, em caso de febre alta ou durante exercícios físicos intensos, este processo de regulação pode falhar, fazendo com que a temperatura corporal suba para um nível perigoso. Se não for tratada, a hipertermia pode causar danos aos órgãos internos e, em casos extremos, pode ser fatal.

Hipertimia

Hipertimia, em medicina, refere-se a um estado de euforia ou excitação emocional e mental excessiva. É um sintoma comum em vários transtornos psiquiátricos, como o transtorno bipolar. Durante um episódio de hipertimia, um indivíduo pode parecer excessivamente feliz, entusiasmado e energeticamente ativo.

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo é uma condição médica caracterizada pelo excesso de produção de hormonas pela glândula tiroide. Este excesso pode causar uma série de sintomas, como perda de peso inexplicada, aumento da frequência cardíaca, nervosismo, suor excessivo, intolerância ao calor, entre outros. A glândula tiroide é uma pequena glândula com forma de borboleta localizada na parte inferior do pescoço. As hormonas que produz desempenham um papel vital no metabolismo do corpo e na regulação do crescimento e desenvolvimento no corpo humano. Quando esta glândula está hiperativa e produz hormonas demais, ocorre o hipertireoidismo. As causas mais comuns de hipertireoidismo incluem a doença de Graves, nódulos tiroideanos tóxicos, entre outros. O tratamento para o hipertireoidismo pode envolver medicamentos, terapia com iodo radioativo ou cirurgia, dependendo dos sintomas e da causa subjacente.

Hipertricose

A Hipertricose, em medicina, é uma condição caracterizada pelo crescimento excessivo de pelos ou cabelos em qualquer parte do corpo, em áreas que não são especificamente determinadas pelo sexo da pessoa. Enquanto a hirsutismo se refere ao crescimento de pelo em mulheres em áreas específicas que geralmente são predominantes em homens, como a barba ou o peito, a hipertricose pode ocorrer em homens e mulheres em qualquer área do corpo. Esta condição pode ser generalizada, onde o crescimento ocorre em todas as partes do corpo, ou pode ser localizada, onde o excesso de pelos está restrito a uma determinada área. Pode ser um sinal de uma condição médica subjacente, como uma disfunção hormonal, ou pode ser genética. Além disso, há casos em que a origem é desconhecida. O tratamento para a hipertricose depende da causa subjacente. Pode envolver a remoção dos pelos através de várias técnicas como depilação, eletrólise ou laser, ou pode requerer medicação ou terapia hormonal se a condição for causada por um desequilíbrio hormonal.

Hipertrofia Prostática Benigna

Hipertrofia Prostática Benigna, também conhecida como Hiperplasia Prostática Benigna, é uma condição médica bastante comum em homens mais velhos, em que a próstata, uma glândula pequena responsável pela produção de fluido seminal, aumenta de tamanho. Este crescimento é benigno, o que significa que não é causado por cancro. No entanto, uma vez que a próstata é localizada perto da bexiga e cerca a uretra (o canal que transporta a urina da bexiga para fora do corpo), seu aumento pode pressionar e estreitar a uretra. Isso pode causar problemas urinários, tais como dificuldade para começar a urinar, urinar frequentemente (especialmente à noite), sensação de que a bexiga não esvazia completamente e, em alguns casos, pode levar à retenção urinária (incapacidade de urinar). Vale notar que o tamanho da próstata não está necessariamente relacionado à gravidade dos sintomas. Alguns homens com uma próstata ligeiramente aumentada podem ter sintomas significativos enquanto outros com uma próstata bastante aumentada podem ter apenas sintomas menores. A condição é geralmente tratada com medicação ou, em casos mais graves, com cirurgia.

Hipertrofia

A hipertrofia, em medicina, refere-se ao aumento do tamanho de um órgão ou tecido. Este aumento ocorre devido ao crescimento exagerado das células que o compõem e não por proliferação celular, ou seja, não surge devido ao aumento do número de células, mas sim do volume das mesmas. A hipertrofia pode ocorrer em diversos órgãos e tecidos, incluindo o coração, músculos, rim, próstata, entre outros. Por exemplo, a hipertrofia do coração (cardíaca) significa um aumento do tamanho do coração devido ao aumento do volume das células musculares cardíacas. Isto geralmente ocorre como uma resposta a um esforço ou stress aumentado sobre o coração, como o causado pela hipertensão arterial. A hipertrofia pode ser considerada tanto uma condição patológica (anormal) como fisiológica (normal), dependendo do contexto em que ocorre. Por exemplo, a hipertrofia muscular, que ocorre como resposta ao treino de força, é considerada uma resposta normal e saudável do corpo. No entanto, a hipertrofia que ocorre como resultado de uma doença ou disfunção é geralmente considerada anormal e pode ser prejudicial.

Hipertrofia Benigna Da Próstata

Em medicina, hipertrofia benigna da próstata, também conhecida como hiperplasia benigna da próstata (devido a ambos os termos significarem aumento benigno do tamanho da glândula), é uma condição que ocorre quando a próstata, uma pequena glândula responsável por produzir o fluido seminal nos homens, começa a crescer de forma irregular. Este crescimento é benigno, o que significa que não é causado por cancro nem representa uma ameaça à vida, mas pode levar a uma série de sintomas desconfortáveis, incluindo a necessidade frequente de urinar, dificuldade em começar a urinar, incapacidade de esvaziar completamente a bexiga e, em alguns casos, infecções urinárias recorrentes. A hipertrofia benigna da próstata é bastante comum à medida que os homens envelhecem, com a maioria dos homens a experienciarem algum grau de crescimento prostático a partir dos 40-50 anos de idade. Embora o tratamento possa não ser necessário para casos leves, opções como medicamentos ou cirurgia podem ser consideradas se os sintomas se tornarem graves ou afectarem significativamente a qualidade de vida.

Hipnagogo

Hipnagogo, no domínio da medicina, refere-se a medicamentos ou substâncias que são utilizados para provocar ou induzir o sono. Essas substâncias são geralmente utilizadas no tratamento de insónias e outros distúrbios relacionados com o sono. É importante que tais medicamentos sejam utilizados sob orientação médica para garantir a segurança e eficácia do tratamento.

Hipnógeno

Hipnógeno, em medicina, refere-se a algo que provoca ou induz o sono. Pode ser uma substância, medicamento, ou mesmo um fator ambiental que contribui para o início e a manutenção do sono. Portanto, um agente hipnógeno é qualquer coisa que ajude a induzir o sono. Médicos e psicólogos utilizam frequentemente agentes hipnógenos para tratar pacientes com insónia e outros distúrbios do sono.

Hipnose

A hipnose é uma técnica utilizada em medicina e psicoterapia que envolve colocar o paciente num estado de concentração intensa e foco. Este estado é por vezes referido como transe. A pessoa hipnotizada é geralmente mais receptiva a sugestões e tem uma maior capacidade de alterar comportamentos, pensamentos ou emoções não desejados. O objetivo da hipnose é criar uma alteração na consciência do paciente, tornando-o mais aberto a sugestões. Isto é geralmente feito por um profissional treinado, que pode usar várias técnicas para ajudar o paciente a entrar num estado hipnótico. A hipnose tem sido utilizada para tratar uma variedade de condições de saúde e psicológicas, incluindo a dor, a ansiedade, a dependência e os distúrbios do sono. Não é uma cura em si, mas é uma ferramenta que pode ser utilizada como parte de um tratamento mais amplo. É importante notar que nem todas as pessoas são capazes de ser hipnotizadas e que a eficácia da hipnose pode variar de pessoa para pessoa.

Hipnótico

Um hipnótico é um tipo de medicamento que é usado para induzir o sono ou para tratar a insónia e outras condições relativas ao sono. Também são por vezes referidos como soporíferos. Devem ser prescritos por médicos e utilizados com cautela devido ao risco de dependência e outros efeitos secundários. Alguns exemplos de hipnóticos incluem o zolpidem, o eszopiclone e o temazepam.

Hipnotismo

Hipnotismo, ou hipnose, é uma técnica utilizada na medicina que induz a pessoa a um estado alterado de consciência, ou seja, a um estado de extrema concentração e tranquilidade em que se torna mais susceptível a sugestões. A hipnose pode ser usada para tratamentos terapêuticos e geralmente é realizada por um profissional devidamente formado e qualificado, como um médico ou psicólogo. Durante a hipnose, o profissional pode sugerir mudanças comportamentais, como parar de fumar ou ter uma alimentação mais saudável. Também pode ser usada para ajudar a controlar a dor, a ansiedade ou a reduzir os sintomas do stresse pós-traumático, entre outras situações. No entanto, a hipnose não é adequada para todas as pessoas e em alguns casos, pode até não resultar. Convém destacar que a hipnose é uma prática séria e deve ser levada a cabo por profissionais certificados, para evitar possíveis riscos ou efeitos secundários negativos. Itens de "hipnose de palco" que se veem em espetáculos de entretenimento têm pouco a ver com a prática médica da hipnose.

Hipo

"Hipo" em medicina é um prefixo que significa "abaixo do normal" ou "deficiente". É usado para descrever várias condições médicas onde uma determinada função ou atividade está abaixo do nível normal. Por exemplo, "hipotensão" refere-se a pressão sanguínea baixa e "hipoglicemia" para baixos níveis de açúcar no sangue.

Hipo-osmia

A hipo-osmia é um termo médico que se refere à diminuição da capacidade para detectar cheiros. Trata-se de um transtorno do sentido do olfato que pode estar relacionado a várias condições médicas, como a doença de Parkinson, a rinite alérgica ou doenças neurodegenerativas. Em alguns casos, a hipo-osmia pode preceder o desenvolvimento de certas doenças, funcionando como um sinal de alerta para possíveis complicações de saúde no futuro.

Hipoacusia

A hipoacusia, em medicina, refere-se a uma diminuição da capacidade auditiva, também conhecida como perda parcial da audição. Trata-se de um termo genérico que cobre todos os tipos e graus de perda de audição, desde ligeira a profunda. Esta condição pode afetar uma ou ambas as orelhas e pode ser congénita (presente desde o nascimento) ou adquirida. As causas da hipoacusia podem variar, incluindo danos no ouvido interno, acúmulo de cera, envelhecimento, exposição a ruídos altos, infecções, entre outras.

Hipoaldosteronismo

O Hipoaldosteronismo é uma condição médica caracterizada pela produção insuficiente do hormônio aldosterona pelas glândulas adrenais. A aldosterona é responsável pela regulação dos níveis de sódio e potássio no organismo, por isso, quando há uma diminuição na sua produção, pode ocorrer um desequilíbrio desses elementos, resultando em vários sintomas e complicações, tais como hiponatremia (baixo nível de sódio no sangue), hipercalemia (alto nível de potássio no sangue), irregularidades no ritmo cardíaco, fadiga e até mesmo insuficiência renal. O hipoaldosteronismo pode ser causado por diversas condições, incluindo doenças adrenais, como Addison, ou pelo uso de certos medicamentos. O tratamento geralmente envolve a reposição hormonal e a gestão dos níveis de sódio e potássio.

Hipocloridria

Hipocloridria é um termo médico que se refere a uma baixa produção de ácido clorídrico no estômago. O ácido clorídrico é essencial para a digestão adequada dos alimentos e a absorção de certos nutrientes, como o ferro e a vitamina B12. Se o seu estômago não produzir suficiente ácido clorídrico, pode ter dificuldade em digerir certos alimentos ou absorver eficazmente os nutrientes, o que pode levar a uma variedade de problemas de saúde. A hipocloridria pode ser causada por vários factores, incluindo idade avançada, utilização crónica de medicamentos que reduzem a produção de ácido no estômago, e certas condições de saúde. O tratamento depende da causa subjacente e pode envolver alterações na dieta, suplementos ou medicamentos.

Hipocondria

Em medicina, o termo "hipocondria" se refere a uma condição psicológica caracterizada por uma preocupação excessiva ou medo irracional de ter uma doença grave, mesmo quando não existem evidências médicas ou sintomas que justifiquem tais preocupações. A pessoa com hipocondria costuma estar constantemente a investigar os seus sintomas na internet, visitar vários médicos em busca de diagnósticos e fazer exames de saúde frequentemente. Além disso, eles têm dificuldade em lidar com incertezas sobre a sua saúde e focam-se intensamente na percepção de diferentes funções do corpo, interpretando pequenas anomalias ou sintomas comuns como sinais de uma doença grave. Esta tendência para a medicalização excessiva pode causar sofrimento significativo, interferindo com a vida diária e o bem-estar mental da pessoa. O tratamento pode envolver terapia cognitivo-comportamental e, em alguns casos, medicação para gerir a ansiedade.

Hipocôndrio

O Hipocôndrio é uma região anatómica do abdómen superior. Está dividido em duas partes: o hipocôndrio direito, localizado logo abaixo das costelas no lado direito, onde se situa o fígado e a vesícula biliar; e o hipocôndrio esquerdo, abaixo das costelas no lado esquerdo, onde se encontra o estômago e o baço. O termo é também usado na psiquiatria, mas com um significado completamente diferente - aí, refere-se a um transtorno psicológico, conhecido como hipocôndria, caracterizado pela preocupação obsessiva com a saúde e o medo constante de ter uma doença grave, apesar das evidências médicas contrárias.

Hipócrates

Hipócrates é considerado o "Pai da Medicina Moderna". Ele foi um médico que viveu na Grécia Antiga (cerca de 460 a.C. a 370 a.C.) e é famoso por elaborar uma abordagem de tratamento médico que se distanciava das concepções religiosas e supersticiosas da época, focando em observações clínicas e no raciocínio lógico. Hipócrates é conhecido por ter criado o "Juramento de Hipócrates", um juramento ético que os médicos fazem prometendo praticar a medicina de maneira honesta e com melhor juízo e habilidade. Além disso, a Escola Hipocrática, fundada por Hipócrates, quebrava a tradição da época, ao afirmar que as doenças possuíam causas naturais e não eram resultado de intervenções divinas ou da maldade humana. Dessa forma, a abordagem de Hipócrates foi fundamental para a transição da medicina antiga para a medicina moderna. Importa mencionar também a contribuição de Hipócrates para a compreensão da epidemiologia e do impacto dos fatores ambientais na saúde, bem como a sua dedicação ao registo escrito, que permitiu a transmissão do seu conhecimento às gerações futuras. Tudo isso fez de Hipócrates uma figura importantíssima no campo médico.

Hipocromia

Hipocromia em medicina refere-se a uma redução ou ausência de cor. Este termo é frequentemente utilizado para descrever a condição das células do sangue, especialmente os glóbulos vermelhos, quando estão deficientes em hemoglobina, a proteína que lhes confere a sua cor vermelha. A hipocromia é uma característica comum em certos tipos de anemia, como a anemia ferropriva (por deficiência de ferro), onde os glóbulos vermelhos são pálidos devido à falta de ferro necessário para produzir a hemoglobina.

Hipodérmica

Hipodérmica na medicina refere-se a algo que está relacionado com a hipoderme, que é a camada mais profunda da pele. Muitas vezes, o termo é utilizado para descrever procedimentos ou tratamentos que são aplicados através da pele, como a administração de medicamentos por uma agulha hipodérmica, que é uma agulha muito fina que penetra na hipoderme para introduzir medicamentos ou para retirar substâncias do corpo, como o sangue.

Hipodermóclise

A hipodermóclise é um método médico usado para administrar fluidos e medicamentos no corpo de um paciente. Este procedimento é feito através da infusão subcutânea, ou seja, é introduzida uma agulha fina e pequena abaixo da pele. Este método é frequentemente utilizado em cuidados paliativos para pacientes que têm dificuldade em ingerir medicamentos ou líquidos por via oral, bem como para os que têm veias difíceis de acessar para infusão intravenosa. Permite a administração de fluidos como a solução salina, medicamentos para dor, náuseas, ansiedade, entre outros.

Hipoemia

Hipoemia é um termo médico que se refere a uma quantidade reduzida de oxigénio no sangue, a uma taxa abaixo dos níveis normais. Isso pode ocorrer devido a várias condições, incluindo problemas respiratórios como asma ou doença pulmonar obstrutiva crónica, ou circulatórios, como insuficiência cardíaca. A hipoemia pode ser uma condição séria que requer tratamento médico, pois o oxigénio é essencial para muitas funções corporais.

Hipoglicemia

Em medicina, a hipoglicemia refere-se a uma condição caracterizada por níveis anormalmente baixos de glicose (açúcar) no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do corpo e, quando os níveis diminuem, isso pode levar a sintomas como tonturas, confusão mental, tremores, suores, fraqueza e até mesmo desmaios. A hipoglicemia é uma ocorrência comum em pessoas com diabetes, que precisam monitorizar e controlar cuidadosamente os seus níveis de açúcar no sangue. No entanto, a hipoglicemia pode também ocorrer devido a outras condições médicas, como insuficiência hepática ou doença renal, ou pode ser causada por fome, exercício excessivo ou consumo excessivo de álcool.

Hipoglobia

A Hipoglobia em medicina refere-se a uma condição caracterizada pela presença de níveis abaixo do normal de hemoglobina no sangue. Hemoglobina é a proteína rica em ferro localizada nos glóbulos vermelhos que é responsável por transportar oxigénio dos pulmões para os tecidos do corpo. Quando o nível de hemoglobina cai, significa que o corpo não tem oxigénio suficiente, o que pode levar à anemia e causar sintomas como fadiga, fraqueza, pele pálida, faltas de ar, entre outros.

Hipogonadismo

O hipogonadismo é uma condição médica caracterizada pela produção insuficiente de hormonas sexuais e de espermatozóides (nos homens) ou óvulos (nas mulheres) pelas gónadas, que são os testículos nos homens e os ovários nas mulheres. Esta condição pode ser causada por problemas inerentes às gónadas (hipogonadismo primário) ou por problemas com a hipófise ou o hipotálamo, que são partes do cérebro que sinalizam às gónadas para produzir estas hormonas (hipogonadismo secundário). Os sintomas do hipogonadismo dependem da idade em que se inicia. Em bebés, pode dar origem a genitais ambíguos ou anormais. Na infância, pode atrasar a puberdade ou causar desenvolvimento pubertário incompleto. Em adultos, pode resultar em infertilidade, impotência, diminuição do desejo sexual, redução de pelos corporais e faciais, desenvolvimento de seios (nos homens), arrepios e perda de massa muscular. O tratamento, que tem o duplo objetivo de compensar a deficiência hormonal e tratar os sintomas, pode incluir terapias de reposição hormonal.

Hipoidrose

A hipoidrose é uma condição médica que se traduz em uma diminuição ou ausência completa de suor em zonas específicas do corpo ou no corpo inteiro. É importante a liberação de suor para a regulação da temperatura corporal. Por isso, a hipoidrose pode levar a um superaquecimento do corpo, que pode, por sua vez, provocar um golpe de calor, uma condição potencialmente letal. A hipoidrose pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo desidratação, queimaduras, certas doenças genéticas, condições de pele e efeitos secundários de medicação.

Hipomenorreia

Hipomenorreia refere-se a um período menstrual anormalmente leve ou a períodos menstruais extremamente curtos. É o oposto de hipermenorreia (períodos excessivamente pesados ou longos). A hipomenorreia pode ter várias causas, incluindo desequilíbrios hormonais, stress, perda de peso extrema, exercício excessivo e certas doenças. Nos casos em que a menstruação é extremamente leve a ponto de ser quase inexistente, o termo médico é amenorreia. Um médico deve ser consultado se houver uma mudança significativa no padrão menstrual.

Hiponatremia

A hiponatremia é uma condição médica caracterizada por níveis baixos de sódio no sangue. O sódio é um eletrólito essencial que ajuda a regular a quantidade de água que está dentro e ao redor das células do nosso corpo, além de ser importante para o funcionamento normal dos nervos e músculos. Quando os níveis de sódio no sangue são insuficientes, pode haver um excesso de água nas células, levando a uma série de sintomas. Estes podem variar de leves, como fadiga, náuseas, dor de cabeça, confusão mental a graves como convulsões, perda de consciência e até coma. As causas da hiponatremia podem ser diversas, como: beber demasiada água, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, cirrose hepática, síndrome de secreção inapropriada de hormona antidiurética (SIADH) e algumas medicações. A hiponatremia é uma condição séria que deve ser tratada imediatamente. O tratamento dependerá da causa subjacente e poderá incluir restrições de ingestão de líquidos, alterações na medicação ou tratamentos médicos para condições subjacentes.

Hipopiese

A hipopiese é um termo médico que se refere à diminuição ou subfunção da atividade da hipófise, uma pequena glândula localizada no cérebro que produz uma variedade de hormonas importantes. Essa condição pode resultar num número de sintomas, dependendo das hormonas que são afetadas. Se não tratada, a hipopiese pode levar a sérias consequências para a saúde.

Hipópion

Hipópion é uma condição médica que se caracteriza pela acumulação de pus na parte anterior do olho, geralmente no espaço entre a córnea e a íris, conhecido como câmara anterior. É geralmente causada por infeção ou inflamação grave e pode causar uma variedade de sintomas, incluindo dor, vermelhidão, sensibilidade à luz e diminuição da visão. O tratamento desta condição pode incluir o uso de antibióticos tópicos, medicação para dor e, em alguns casos, é necessária cirurgia para remover o pus. É considerada uma condição oftalmológica séria e, se não tratada adequadamente, pode resultar em perda de visão. Portanto, se alguém estiver passando por esses sintomas, deve procurar atendimento médico o mais rápido possível.

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